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Tuesday, August 2, 2011
South South: China’s experience as a development model
By Thomas Elhaut
The benefits of South-South cooperation have started to see new light as emerging economies - notably China and India – are grabbing headlines as growing economic powers investing substantially larger amounts in Africa and Asia. Justifiably so, as together, the two countries account for one-fifth of the global economy and are projected to represent a full third of the world’s income by 2025.
While the financial crisis still casts a shadow over many countries, India's trade with Africa has jumped to US$40 billion in the past few years. In addition, the United Nations Conference on Trade and Development estimated that, between 1996 and 2006, developing economies provided more than US$17 billion of foreign investment in Africa and $27 billion of investment in Asia.
Combine this with the rise in South-South trade and investment flows and the shift from the G8 to the G20 as the primary forum to tackle global economic issues, and it is clear that there is more to South-South cooperation than just as a driver for developing countries to share and learn from the practical experience of others.
Some have argued that the emerging economies can put the global economy on a higher growth trajectory. But this is overoptimistic, as the former have their own domestic challenges and their economic cycles remain vulnerable to and synchronised with the North. For example, while China’s performance in tackling food insecurity and malnutrition is laudable and sets a good example for other developing countries to emulate, there remain 150 million people living below the poverty line in the country.
A key concern for development agencies and policy makers is how to extend and sustain rapid expansion of South-South trade and investment flows in pursuit of lasting development gains. Tapping the potential of South-South economic relations requires more than passive reliance on market forces and private initiative. Creating policy space for government action and regional policy coordination is crucial.
There is a great need for investments to move food from countries rich in arable lands to those with growing numbers of consumers and little food production capacity. For this to happen agricultural markets and trade policies at the global, regional and sub-regional levels need urgent improvement and reform.
Investment and trade among developing countries should set a good example of how to create win-win solutions. But we must take it to the next level by discussing how policies, institutional conditions and the right kinds of environments can further promote successful South-South cooperation. Specifically, as incomes and demand for food have grown, agriculture has begun attracting substantially larger investment flows but the benefits to smallholders and others in some of the poorest recipient countries in the region (e.g. Laos and Cambodia) remain uncertain. It is imperative that these investments are geared better to serve local needs and strengthen production capacity.
Above all, competitive rivalry for scarce resources must turn into cooperative ventures with larger pay-offs to both emerging economic powers and those lagging behind. An over emphasis on short-term macro-economic balances must yield to a longer-term vision for shared growth and prosperity. A key lesson learnt from China and India’s success in poverty reduction is that domestic factors played a crucial role while market integration created new opportunities for growth. Fiscal decentralisation in China, for example, accelerated growth and poverty reduction.
In promoting South-South cooperation between China and other developing member countries of the International Fund for Agricultural Development (IFAD), China's Ministry of Foreign Affairs and IFAD have so far organized two South-South events in September 2009 and November 2010 respectively. The forthcoming third event this month will offer a platform for policy exchange among senior officials from China and 15 developing countries in Asia and Africa.
South-South cooperation must be grounded in the questions of why and how policymakers can come together and share their successes and failures with each other and most importantly set guidelines that allow for investments to directly feed into development assistance so that those living on less than US$1.25 day don’t get left behind.
Partnership has always been central to IFAD’s business model. Our interest in South-South cooperation goes to the heart of strengthening our collaboration with the most important partners of all – namely poor rural people themselves.
Published on Poverty Matters Blog
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Sunday, December 5, 2010
Um importante passo nas políticas de diálogo sobre a agricultura familiar
Nesta reunião, organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário do Brasil e pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), representantes oficiais dos governos e especialistas no tema trocaram experiência sobre o desenvolvimento e os problemas rurais nos respectivos países. Eles também ratificaram o desejo de continuar se encontrando para aprenderem uns com os outros e reduzirem a pobreza dos camponeses.
Nos últimos anos têm sido planejadas e executadas políticas de desenvolvimento rural importantes em muitos países e, em vários casos, com sucesso. Os países emergentes têm algumas das políticas de melhor êxito neste campo que sem dúvida contribuíram para os respectivos crescimentos econômicos.
Por outro lado, a população rural pobre dos países emergentes representa uma porcentagem importante no contexto de todo o mundo. Portanto, as políticas bem sucedidas têm um impacto não só nestes países como nos indicadores globais.
O Brasil é o país com maior quantidade de população rural da América Latina. Por conseqüência, a boa política de desenvolvimento para reduzir a pobreza rural brasileira influencia positivamente toda a região. O mesmo ocorre com África do Sul, China e Índia, sendo que nestes dois últimos países é enorme a densidade demográfica da população rural.
“Na Índia, por exemplo, tem cerca de 800 milhões de pessoas que vivem no campo e uma boa política de combate a pobreza acaba por ter um impacto global. Assim é também na China. Portanto, a possibilidade de diálogo entre especialistas e representantes de alto nível dos governos destes países é fundamental porque contribui para a aprendizagem e a troca de experiências entre eles e por conseqüência tem influência no mundo inteiro.” disse Ivan Cossío, Gerente de Programas do FIDA para o Brasil.
Ele falou também de outro aspecto fundamental sobre os países emergentes, que seja pelo tamanho que pela economia, começam a ter um importante papel de coadjuvantes na liderança global. Portanto, a possibilidade da troca de experiência e aprendizagem acaba por influenciar o mundo.
As distintas situações rurais de cada país além dos respectivos problemas e soluções foram abordadas durante a conferência.
“Na China cada família rural tem em média um território de 0.6 hectares. No Brasil, a chamada agricultura familiar, cada família tem uma media de 26 hectares. Ou seja, quase 45 vezes mais e, portanto, as diferenças são muito importantes,” disse Ivan Cossio.
Os governos do Brasil e da África do sul pretendem realizar um programa conjunto de cooperação e de transferência de conhecimento que permita aos sul africanos aprenderem com a experiência brasileira e, em alguns casos, planejar e atuar uma políticas semelhantes. Os representantes do governo do Brasil tem pedido ao FIDA de fornecer apoio técnico para a implementação desse programa.
“Este é um resultado concreto do diálogo sobre as políticas de desenvolvimento rural. Considere que este modelo de transferência de conhecimento poderá envolver mais países do sul da África e da América do Sul. Ou seja, reforça a cooperação sul-sul. Tudo isso vai se converter em benefícios para a população rural e contribuir para a redução da pobreza” explicou Cossio.
A Conferência de Alto Nível sobre Políticas Públicas para a Agricultura Familiar, Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar entre Países de Renda Média dá seguimento a outros eventos importantes. Em fevereiro de 2010 em Roma o FIDA organizou um seminário semelhante durante o Conselho dos Governadores que ocorre a cada ano. Esta reunião em Roma contou com a participação de altos representantes dos governos da Argentina, Brasil, Índia, China e da África do Sul. Em abril deste ano o Governo da Índia organizou em Nova Deli a Conferência sobre o Desenvolvimento Rural nas Economias Emergentes, cujo FIDA participou.
Escritora: Gina Marques
Fotógrafo: Greg Benchwick (Gente de Valor Brasil)
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Thursday, November 25, 2010
REAF - Registrou um importante avanço em acordos para reduzir a pobreza rural

Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinaram um protocolo para implementar políticas nacionais de compras públicas da agricultura familiar
A 14° Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no MERCOSUL, conhecida como REAF, registrou um importante avanço em acordos para reduzir a pobreza rural. Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinaram um protocolo para implementar políticas nacionais de compras públicas da agricultura familiar. O acordo foi firmado durante a abertura oficial do evento no dia 18 de novembro em Brasília. O Programa de Aquisição de Alimentos, já vem sendo aplicado pelo Governo brasileiro com sucesso para a expansão da produção familiar no Brasil.
O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) tem um papel fundamental na REAF como articulador, como explicou Paolo Silveri, Gerente de Programas do FIDA para a América Latina e Caribe. “Através da Secretaria técnica desta reunião especializada em agricultura familiar, o FIDA organiza e apóia as reuniões semestrais. Além disso, os trabalhos das seções nacionais da REAF são financiados por uma doação do FIDA.”
O FIDA participa ativamente do esforço das instituições nos acordos para permitir que os pequenos produtores tenham acesso ao mercado e reforçando renda e a segurança alimentar. Esta agência das Nações Unidas que combate a pobreza rural também financiou, com fundos de doação, um programa de desenvolvimento de compras públicas para a agricultura familiar no Uruguai . “Por outro lado, o trabalho do FIDA em fortalecer grupos e associações de produtores nas suas capacidades de gestão e de produção de alimentos em todo o MERCOSUL está bem inserido no apoio à implementação destes acordos” disse Paolo Silveri.
A REAF desenvolveu uma plataforma de diálogo entre as organizações de agricultores familiares e os governos, tanto dentro de cada país do MERCOSUL como a nível regional, tratando de temas de políticas que condicionam diretamente a vida dos pequenos produtores agrícolas. O FIDA segue apoiando esta política como articulador.
“Além disso, financia o programa COPROFAM junto com as associações Oxfam e Action Aid , para reforçar a articulação das principais federações nacionais de agricultura familiar da região. A finalidade é que os camponeses possam desenvolver capacidades analíticas e de gestão que lhes permitam melhorar as bases de diálogo e de negociação com as próprios governos na definição destas políticas.” comentou Silveri.
Há uma década que o FIDA vem apoiando a cooperação entre os países do MERCOSUL e há sete anos através da plataforma REAF. Agora as sementes plantadas pelas iniciativas desta agência das Nações Unidas estão apresentando frutos concretos.
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“Com o apoio do FIDA e de outras instituições vamos prestar assistência técnica aos países receptores para que possam replicar este modelo de compras públicas da agricultura familiar. Isto implica que será necessário reformar e revisar as políticas que impediram aos pequenos produtores o acesso ao mercado da cadeia básica de alimentos” disse Josefina Stubbs, Diretora do FIDA para a América Latina e Caribe.
Ela citou também o exemplo positivo do Brasil, cujo governo compra dos pequenos produtores os produtos da cadeia básica de alimentos que, por sua vez, são usados nos hospitais públicos, na merenda escolar e para outros centros comunitários. Estas compras públicas vão se replicar nos demais países do MERCOSUL por iniciativa dos governos destes países sul americanos, que querem aproveitar a experiência do Brasil para desenvolver políticas públicas semelhantes.
“Países como o Brasil mostram que políticas e investimentos corretos ajudam a melhorar a qualidade e segurança alimentar, permitindo que camponeses pobres possam participar ativamente da economia, comprando alimentos que não produzem e vendendo seus excedentes” comentou Josefina Stubbs.
A reunião da REAF contou com representantes dos governos e organizações sociais dos países do MERCOSUL como Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Organizações de agricultores familiares da Bolívia também estiveram presentes nos grupos temáticos. Outros países do continente Africano, entre estes África do Sul, Gana, Quênia, Zimbábue, Costa do Marfim e Ruanda, além de acadêmicos da China e da Índia, puderam assistir os debates como observadores.
“A REAF foi o cenário para que a cooperação dentro do MERCOSUL cruzasse as fronteiras com acordos assinados com países africanos” disse a Diretora do FIDA.
Além de transferência de tecnologia e conhecimento, o governo brasileiro disponibilizará uma linha de crédito para financiar máquinas e equipamentos agrícolas para agricultores familiares de Gana, do Quênia, Zimbábue, da Costa do Marfim e de Ruanda.
A REAF ocorreu paralelamente à Conferência de Alto Nível sobre Políticas Públicas para a Agricultura Familiar, Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar entre Países de Renda Média. Nesta conferência os países emergentes Brasil, China, Índia e África do Sul conversaram sobre as políticas mais efetivas para a redução da pobreza rural.
Escritora: Gina Marques
Fotógrafo: Ubirajara Machado
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Tuesday, May 11, 2010
Brazilian President: IFAD is ‘doing essential work’
Lula addresses high-level conference on food security and South-South Cooperation in Brasilia
In this week’s Brazil-Africa Dialogue on Food Security, Fighting Hunger and Rural Development, Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva said that the International Fund for Agricultural Development (IFAD), along with the Food and Agriculture Organization (FAO) and the World Food Program (WFP), are essential for food security in the developing world.
The President went on to say that IFAD is well position to help local programs ensure that smallholder farmers have access to credit and land titles. In his panoramic speech, Lula also called for increased knowledge sharing between Africa and Brazil, and a line of credit to help Latin America and Africa modernize their agricultural technology.
Technology, of course, is something that Brazil does not lack. After all, the national agricultural research institution Embrapa has some 8000 employees, more than 2000 with PhDs, and the nation invests around 1 per cent of GDP into agricultural research each year.
But aside from the technology Brazil can share with Africa – advanced crops, new seeds, better planting techniques – Lula acknowledged that with his country becoming a donor nation, Brazil has to put money into its budget to work toward food security in places like Africa.
“Tackling poverty is only possible if… we address it as a priority issue for every country,” said Lula, adding that Brazil has weathered the world economic crisis well in large part because the nation’s poor are integrated into the economic machinery. “The ability of poor people to consume – especially in the North-East of the country – helped Brazil withstand the world economic crisis.”
IFAD-funded projects in the North-East state of Bahia may also have helped smallholder farmers withstand the battering winds of the economic crisis.
“The Rural Communities Development Project targets the poorest rural municipalities of Bahia – an area where agricultural productivity is very limited,” said Josefina Stubbs, Director of IFAD’s Latin America and the Caribbean Division. “Being a semi-arid region, most smallholder farmers struggle to cultivate the land at a subsistence level and are forced to migrate to urban areas during the dry season. With this in mind, we are funding projects that aim to improve management of water resources and, of course, improve productivity and environmental stewardship.”
But IFAD’s contribution to South-South Cooperation extends well beyond the Brazilian countryside, and in her address at the conference, IFAD Vice President Yukiko Omura said that the organization is well-positioned “to serve as a key partner, mediator and facilitator for South-South Cooperation,” also noting that South-South trade has intensified in recent years.
“Brazil, along with China and India, is leading this trend as its trade volume with Africa rose from US$5 billion in 2002 to $19.9 billion in 2007,” Omura said in her address. “Part of the reason for this positive trend is the fact that the infrastructure sector has become a priority for development. We must not forget that without them, trade – and rural development – is difficult if not impossible. In the end, water, energy, roads, ports and telecommunication are essential elements to development and growth. Further, without infrastructure of any magnitude – from small feeder roads to large ports and highways, water for irrigation, energy for automation and telecommunication for access to market information – food security will not be achieved.”
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